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Misa Criolla (Mercedes Sosa)

Misa Criolla 00:00 Kyrie 05:00 Gloria 13:21 Credo 16:44 Sanctus 19:50 Agnus Dei Mercedes Sosa

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MÁRTIRES DA TERRA

MÁRTIRES DA TERRA

 

Venham todos, cantemos um canto que nasce na terra/
Canto novo de paz e esperança em tempo de guerra/
Neste instante há inocentes tombando nas mãos de 
Tiranos/ tomar terra, ter lucros matando são esses
seus planos.

Eis o tempo de graça/ Eis o dia da libertação/

De cabeças erguidas, de braços reunidos, irmãos/

Haveremos de ver qualquer dia chegando a vitória/

O povo nas ruas fazendo a história/

Crianças sorrindo em toda nação.


Lavradores, Raimundo, José, margarida, Nativo.../

Assumir sua luta e seu sonho por nós é preciso/

Haveremos de honrar todo aquele que caiu lutando/

Contra os muros e cercas da morte/ jamais recuando.

Companheiros, no chão dessa pátria é grande a peleja/

No altar da igreja, seu sangue bem vivo lateja/

Sobre as mesas de cada família, há frutos marcados/

E há flores vermelhas gritando por sobre os roçados.


Ó Senhor Deus da vida, escute este nosso cantar/

Pois contigo o povo oprimido há de sempre contar/

Para além da injúria e da morte, conduz nossa gente/

Que seu reino triunfe na terra deste continente

 

(Autoria: Zé Vicente)

https://www.youtube.com/watch?v=O79nHBUI7c4&feature=youtu.be


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“(…) O anel de tucum uma palmeira da Amazônia, aliás com uns espinhos meio bravos. Sinal da aliança com a causa indígena, com as causas populares. Quem carrega este anel normalmente significa que assumiu estas causas e as suas conseqüências. Você toparia em levar o anel? (…) Olha, isso compromete viu. Queima! Muitos e muitas por esta causa, por este compromisso foram até a morte!”
(Dom Pedro Casaldáliga)



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Concurso do hino e identidade visual da Ampliada Nacional da Pastoral da Juventude 2014


É com grande alegria que a Comissão Regional para a Ampliada Nacional Pastoral Juventude (ARPJ) lança o concurso para a escolha do hino e da identidade visual da ARPJ 2014.
As inscrições irão até o dia 18 de fevereiro de 2013. Devem ser feitas, exclusivamente, pelo e-mail: pastoraldajuventudedebh@gmail.com. O edital completo está no blog da PJLeste2 – pjleste2.blogspot.com.
Comissão Regional para a Ampliada Nacional
da Pastoral da Juventude 2014

Link para filmes

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Carta do CONIC sobre a Semana de Oração

  Irmãos e irmãs da caminhada ecumênica!

 

A partir deste domingo, 20 de maio, estaremos celebrando juntos e juntas mais uma Semana de Oração pela Unidade dos Cristãos. Este ano, seremos motivados/as pelo lema bíblico da Primeira Carta do Apóstolo Paulo aos Coríntios: "Todos seremos transformados pela vitória de nosso Senhor Jesus Cristo" (1ª Coríntios 15. 51 – 58). As reflexões bíblicas foram preparadas por nossos irmãos e nossas irmãs da Polônia, país marcado por histórias de sofrimento, mas também por muita coragem e resistência. Testemunhando a sua firmeza na fé este povo venceu inúmeros desafios. 
 
Somos motivados/as a orar e transformar a realidade onde vivemos e a empenhar-nos na construção de um mundo melhor e mais justo. Que mais esta Semana de Oração pela Unidade dos Cristãos possa nos animar a confiar sempre mais na transformação possível, com fé alimentada na certeza que vem da vitória do Ressuscitado. Desejamos crescer na unidade e na superação de toda e qualquer forma de descriminação. 
 
O CONIC celebra este ano seus 30 anos de caminhada na promoção das relações ecumênicas entre Igrejas cristãs. Nas diversas celebrações que acontecerão lembrando estes 30 anos, seremos acompanhados/as pelo tema da "INTOLERÂNCIA RELIGIOSA". Serão produzidos subsídios que acompanharão nossa reflexão e nos desafiarão a propor ações. Para isso, a oferta recolhida durante as celebrações da Semana de Oração pela Unidade dos Cristãos será muito importante. Sendo assim, contamos com o apoio de todos/as vocês e desde já agradecemos o repasse da oferta destinada ao CONIC, solicitamos que informem o depósito para que possamos registrar e agradecer  conic.brasil@terra.com.br . Segue a conta para depósito:
 
Conselho Nacional de Igrejas Cristãs do Brasil
Banco Bradesco - Agência 0606-8 - Brasília DF
Conta Poupança: 112888 - 4



Paz e bem,
Pastor Sinodal Altemir Labes
Tesoureiro do CONIC

http://semanadeoracaopelaunidade.blogspot.com.br/

Autor/Fonte: CONIC

Vídeo da Cúpula dos Povos


24/05/2012 | Cúpula dos Povos

Denunciar as causas da crise socioambiental, apresentar soluções práticas e fortalecer movimentos sociais do Brasil e do mundo. Quem participar da Cúpula dos Povos na Rio+20, entre 15 e 23 de junho, vai encontrar uma programação estruturada nesses três pilares.

O Grupo de Articulação da Cúpula, formado por mais de 50 redes nacionais e internacionais, identificou os principais temas a serem debatidos durante a conferência e dividiu essas abordagens em três eixos, que servirão como um 'guia prático' das atividades.

O primeiro eixo tem um caráter crítico. Com a denúncia das causas estruturais das crises, das falsas soluções e das novas formas de reprodução do capital, a Cúpula pretende expor à sociedade civil as razões dos problemas de ordem social e ambiental do planeta - ao contrário da Rio+20, como lembra Ivo Lesbaupin, da Associação Brasileira de Organizações Não-Governamentais (Abong).

"A Rio+20 vai esconder essas causas. No Rascunho Zero do documento oficial, não são citadas as causas dos desastres ambientais. E por que não? Porque, com a omissão, fica mais fácil de não resolver", lembra Lesbaupin. "Basta pensarmos nas causas do desmatamento, por exemplo, e veremos que o agronegócio é a causa por trás disso. É só olhar para a Amazônia para perceber que a exploração dos recursos da floresta é permitida e que as fronteiras do agronegócio estão se expandindo cada vez mais".

Como o atual sistema econômico também é visto pela Cúpula como um entrave ao desenvolvimento verdadeiramente sustentável, a Rio+20 é entendida como um evento de falsas soluções. "O modelo econômico se baseia na alta produção e no alto consumo. Com a crise, o capitalismo está encontrando uma nova forma de aumentar esses índices: explorando e mercantilizando os recursos naturais do planeta. Por isso, a economia verde é uma farsa. Não é solução, é agravante", destaca Lesbaupin.

Assista o vídeo produzido pelo Fórum Mudanças Climáticas e Justiça Social e pela Comissão Episcopal Pastoral para o Serviço da Justiça, da Caridade e da Paz - CNBB, para divulgar a Cúpula dos Povos

Mais Informações: www.cupuladospovos.org.br

Fonte: cupuladospovos.org.br

Vídeo mostra situação dos Povos Indígenas no Vale do Javari

04/05/2012 | Maria Emerenciana Raia

No Vale do Javari, município de Atalaia do Norte, estado do Amazonas, fronteira com o Peru, mais de quatro mil indígenas de diversas etnias são vítimas de doenças como hepatite, malária e gripe, além de sofrer assédios dos madeireiros e do narcotráfico. O Conselho Indigenista Missionário - CIMI Norte 1 produziu um vídeo em parceria com a TV UFAM, da Universidade Federal do Amazonas retratando o descaso dos órgãos públicos para com os Povos Indígenas da região.

Assista ao vídeo e apoie esta causa.

  

 

Fonte: CIMI Norte1/TV UFAM

Semana da Cidadania e Cúpula dos Povos

 "É a realização do direito de todos ao acesso regular e permanente a alimentos de qualidade, em quantidade suficiente, sem comprometer o acesso a outras necessidades essenciais, tendo como base práticas alimentares promotoras de saúde, que respeitem a diversidade cultural e que sejam social, econômica e ambientalmente sustentáveis".

 

 

Juventude e Saúde Alimentar é o tema proposto pela Semana da Cidadania (SdC) para este ano de 2012, uma excelente oportunidade para que não só a juventude, mas toda a sociedade faça a reflexão e o debate da importância dos alimentos em nossas vidas, e se atentem para como estes alimentos são produzidos e chegam até as mesas. O Brasil é um dos países que lidera as estatísticas da produção de alimentos, mas nem todos tem acesso a estes, mesmo sendo um direito garantido pela Constituição Federal de 1988, em seu artigo 6º. Ainda utilizando a temática proposta para a SdC 2012, entendemos o protagonismo dos movimentos sociais na garantia desse direito. Colocarmos em pauta a segurança alimentar e nutricional é retomar um primeiro princípio neste debate: o direito à alimentação adequada e de qualidade.

 

Muitos problemas sociais decorrem da relação da produção de alimentos (no Brasil e no mundo). Vivemos em um sistema econômico violento que supervaloriza o consumo, a tecnologia e a centralização dos mesmos. Tal problemática se dá pela desigual relação entre quem produz e quem consome. Vivemos uma crise dos excessos, mas ainda assim, é grande o número de pessoas que morrem de fome no mundo, o que representaria uma contradição, pois morrer de fome nos remete à ideia de escassez, porém sabemos que não é essa a lógica. Não nos falta alimentos no mundo, falta é a distribuição dos mesmos. A lógica da produção de alimentos mundialmente está presa à lógica do sistema capitalista. Sobretudo, com o advento da biotecnologia, as corporações do setor investem na produção de grãos geneticamente modificados, em alimentos sintéticos que não se tem estudos que comprovem os reais riscos ou benefícios para o organismo humano. Ainda assim, tentam justificar que os investimentos nesta área visam justamente suprir a demanda crescente de alimentos no mundo. 

 

À época da Revolução Verde (década de 1970), foi difundida a ideia de que os alimentos precisam ser incrementados de insumos (defensivos e agroquímicos) que fizeram aumentar consideravelmente a produção de alimentos e a disparidade entre o acesso a esta produção também se agravou. Gerando assim, alimentos que comprometem a saúde. A humanidade deixou de consumir produtos que eram garantia de saúde para entrar na era das comidas rápidas. Hoje, uma gama de doenças relacionadas aos alimentos faz esta lógica ser freada e volta-se ao consumo de produtos orgânicos. Aqueles que sempre foram cultivados pelos camponeses e que visam de fato suprimir a necessidade básica humana e não segue a lógica do mercado.

 

Juntamente com a SdC, a PJ insere-se na construção da Cúpula dos Povos, na Rio+20 por justiça social e ambiental. Queremos neste espaço também pautar nossos gritos por um basta às falsas soluções ambientais, há uma governança sustentável que nos tem sido apresentadas, como o "Capitalismo Verde" que tenta utilizar falsamente o nome "Economia Verde" para continuar visando o lucro e deixando a vida das juventudes e de todos os povos ausentes deste direito humano primordial as necessidades e dignidades humanas.

 

Com a SdC e a inserção da PJ na Cúpula dos Povos , debateremos não só a temática da garantia de alimentação digna, como outros temas relacionados à vida e a garantia de direitos a juventude, como o direito aos territórios, à água, à educação, entre outros. A Pastoral da Juventude entra em mais uma ciranda, pela vida da juventude, a vida dos povos, a vida da nossa Mãe Terra. Nesso sonho da Civilização do Amor queremos possibilitar o enfrentamento da pobreza e das desigualdades sociais, contribuindo para o reestabecimento das relações de igualdade, que são bases que tem o direito no centro, para o Bem-Viver de todos/as. 

 

"O homem não tece a teia da vida: é antes um dos seus fios. O que quer que faça a essa teia, faz a si próprio. Nem mesmo o homem branco, cujo Deus passeia e fala com ele como um amigo, não pode fugir a esse destino comum. Por fim talvez, e apesar de tudo, sejamos irmãos. Uma coisa sabemos, e que talvez o homem branco venha a descobrir um dia: o nosso Deus é o mesmo Deus. Hoje pensais que Ele é só vosso, tal como desejais possuir a terra, mas não podeis. Ele é o Deus do homem e sua compaixão é igual tanto para o homem branco, quanto para o homem vermelho. Esta terra tem um valor inestimável para Ele, e ofender a terra é insultar o seu Criador. Também os brancos acabarão um dia talvez mais cedo do que todas as outras tribos."

 

Fonte/Autor: Deisy Rocha (CN Nordeste 3), Paula Grassi (CN Sul 3), Daniel Arrebola (GT Ajuri) e Alessandra Miranda de Souza

Casaldáliga fala sobre juventude e Reino


Dom Pedro Casaldáliga fala aos romeiros na Romaria dos Mártires da Caminhada


24/03/2012: 32 anos do martírio de Dom Oscar Romero: um profeta que não temeu as ameaças de morte

Frei Gilvander Luís Moreira
Frei e padre carmelita; mestre em Exegese Bíblica; professor no Instituto Santo Tomás de Aquino – ISTA/BH e no Seminário da Arquidiocese de Mariana, MG; assessor da CPT, CEBI, SAB e Via Campesina
Adital

"Se me matam, ressuscitarei na luta do povo salvadorenho!"

Estive em El Salvador, de 13 a 17/04/2009 participando de um Encontro de Justiça de Paz (e integridade de toda a Criação) da Ordem dos Carmelitas. Tive o sentimento que ao pisar em solo salvadorenho, o Deus da vida cochichava nos meus ouvidos: "Tire as sandálias, pois estás pisando em um lugar sagrado." Assim foram os 5 dias que lá estive. Voltei ao Brasil profundamente marcado. Nunca vi uma terra tão banhada pelo sangue dos mártires.

Fotos de El Salvador. Eu, frei Gilvander L. Moreira, partilho com você a emoção de uma visita.

Leia o texto na íntegra.

Batalha contra a mineração e as hidrelétricas faz a terceira vítima fatal

Natasha Pitts
Jornalista da Adital
Adital

O jovem indígena Franklin Javilla, da comunidade de Chichica, foi baleado pela Polícia em 5 de fevereiro durante manifestação em Tolé contra a instalação de hidrelétricas e projetos de mineração na Comarca Ngöbe Buglé. Ele faleceu na noite da última terça-feira (20), no Hospital Ricardo Fábrega, de Santiago de Veraguas, quando passava por uma cirurgia para amputar a perna baleada.

A morte do indígena acontece em meio à aprovação do projeto que regularizará as concessões mineiras e hídricas no país, ocorrida ontem (22). Após 45 dias de muitos embates, o Projeto de Lei 415 modificará o código mineiro, cancelando-os na Comarca Ngöbe Buglé. Por outro lado, os projetos hidrelétricos continuarão sendo executados sem nenhuma proteção aos territórios indígenas, o que desagradou aos indígenas e geraram várias mobilizações.

Franklin foi o terceiro indígena morto em Chiriquí e áreas próximas no marco da luta contra a mineração e as hidrelétricas na Comarca. Os indígenas também denunciam o falecimento de Jerónimo Rodríguez Tugrí e Mauricio Méndez.

Atenção médica era um dos pontos exigidos pelos indígenas Ngöbe Buglé para retomar o diálogo com o Governo. Após conseguir esta demanda, que foi registrada no Pacto de San Lorenzo, Franklin e outros feridos durante as manifestações de fevereiro foram levados para hospitais e receberam atendimento médico.

Para mostrar todo o descontentamento com a morte do jovem e com o desrespeito aos direitos territoriais dos Ngöbe Buglé, um grupo de indígenas decidiu entrar em greve de fome. A decisão também é uma forma de mostrar repúdio à violação dos direitos das mulheres e pedir a defesa dos direitos da juventude. Os indígenas não pretendem deixar a greve de fome até que a vitória de seu povo seja sacramentada e proclamam "morte ou nossa terra livre de mineração e hidrelétrica".

Ainda ontem (22), Dia Mundial da Água, uma manifestação saiu pelas ruas de Santiago de Veraguas a fim de deixar uma mensagem de defesa dos recursos naturais do Panamá e em especial do rio Santa Maria, onde serão instalados seis projetos hidrelétricos. Também foi uma oportunidade para denunciar as violações aos direitos humanos dos indígenas e dos defensores/as do meio ambiente durante os protestos realizados em fevereiro.

A batalha indígena que segue por quase dois meses reivindica a suspensão da construção da hidrelétrica de Barro Blanco, o cancelamento de outras três mega obras programadas para serem executadas em território indígena, a criação de um Regime Especial para a Proteção dos Recursos Minerais, Hídricos e Ambientais destes povos, a proibição de que no futuro a Comarca Ngöbe Buglé possa sediar empreendimentos mineiros e hidrelétricos e a garantia de consultas livres e prévias quando se cogitar realizar projetos de infraestrutura em territórios Ngöbe Buglé.

Com informações de agências



Morre o bispo da Reforma Agrária

Faleceu hoje pela manhã, 13/02/2012, Dom Ladislau Biernaski Bispo de SãoJosé dos Pinhais, Paraná.

Dom Ladislau foi durante muitos anos bispo auxiliar de Curitiba, e em2006 foi nomeado o primeiro bispo da recém formada Diocese de São José dosPinhais, na região metropolitana de Curitiba.

Dom Ladislau, sempre foi um animador das pastorais sociais, atuante naComissão pastoral da Terra, foi eleito sue presidente nacional em 2009.

Mais do que cargos em funções, Dom Ladislau era uma pessoa muito sábia,humilde e simples que gostava de conviver com os pobres e em especial com oscamponeses.

Sempre apoiou a reforma agrária e o MST no Paraná e em todo Brasil.

Nos deixa aos 73 anos de uma vida comprometida com a verdade e ajustiça. Um bispo filho de camponeses migrantes poloneses, que se preocupavacom a soberania alimentar, com a agroecologia. Era um semeador de idéias e deexemplos de vida, a serviço dos camponeses.

Grande Dom Ladislau, foi um verdadeiro pastor!

Secretaria Nacional do MST

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Nascido em 1937, em AlmiranteTamandaré, região metropolitana de Curitiba, dom Ladislau teve sua ordenaçãopresbiteral no dia 6 de julho de 1963. Ele foi ordenado bispo em 27 de maio de1979, em Roma, Itália.

Na vida religiosa, domLadislau foi bispo auxiliar de Curitiba de 1979 a 2006, sendo posteriormenteordenado bispo de São José dos Pinhais. Ele também foi responsável por diversaspastorais sociais no Brasil, respondendo pela Pastoral Operária, ComissãoPastoral da Terra (CPT) onde foi vice-presidente de 1997 a 2003 e atualmenterespondia pela presidência, Pastoral Carcerária (1979) e a Pastoral do Menor(1988).

Em sua larga atuação no Regional Sul 2 da ConferênciaNacional dos Bispos do Brasil (CNBB), foi membro da presidência em 1999 esecretário executivo em 2007. O lema de Dom Ladislau era "Ele é a nossapaz".

(londrina.odiario.com)

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Nota de Pesarpela morte de Dom Ladislau Biernaski

Comissão Pastoral daTerra: "Corpo de dom Ladislau
Biernaski será sepultado na quarta-feira, 15″

Aos nossos amigos eparceiros

Compartilhamos comvocês nossos sentimentos pela morte de nosso presidente, Dom Ladislau Biernaski,ocorrida no dia de hoje. A CPT Nacional se reconhece neste texto de Jelson deOliveira, agente da CPT Paraná, que muito bem conheceu Dom Ladislau e com elecondividiu lutas, sofrimentos e vitórias. Os homens e mulheres do campobrasileiro perdem com essa morte um grande aliado, movido pelo espírito deJustiça que se alimentava da palavra e da prática de Jesus, que veio anunciarBoas Notícias aos pobres.

Goiânia, 13 defevereiro de 2012.

Coordenação Nacionalda CPT

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Morre o bispo daReforma Agrária

Por Jelson Oliveira

Coordenador do Cursode Filosofia PUC-PR e agente da CPT Paraná Dom Ladislau Biernaski era desseshomens apaixonados pela terra. Mãos calejadas e unhas turvas, seu grandeorgulho era mostrar a horta que mantinha no quintal de sua residência simplesna cidade na qual viveu por muitos anos e da qual foi bispo nos últimos cinco,São José dos Pinhais. Essa paixão pela terra, herdada da família de imigrantespoloneses, fez com que ele transformasse a terra também numa causa evangélica epolítica. Por ela frequentou acampamentos e assentamentos em nome da Igreja.Muitas vezes deixou mitras e cátedras e foi à praça do povo para celebrar essecompromisso profético com a justiça. À frente da Comissão Pastoral da Terra emnível estadual e nacional, e das demais pastorais sociais que acompanhou, DomLadislau foi um amigo e companheiro. Soube como ninguém entender e explicar amissão pastoral da Igreja dos pobres e por esta clarividência, participou deinúmeras mobilizações da luta dos pobres paranaenses no campo e na cidade.

Na missa de suaposse, em março de 2007, na nova Diocese, o bispo do povo declarou que "noâmbito da justiça é que se louva a Deus". Foi essa certeza que o alimentouem tantos anos de vida e de sacerdócio. Foi ela que o fez recusar ossacrifícios inocentes ofertados a Deus com o sangue dos trabalhadores etrabalhadoras. Talvez por isso, sua comovente simplicidade não o tornouperfeito como homem, mas o fez buscar a justiça como norma. Carregou suascruzes e sangrou suas próprias feridas. Em seus olhos inquietos e miúdos semprepudemos encontrar aquela inquietude de um ser inacabado. Teve seus erros, seusdramas e suas noites insones, depois das quais, louvava a Deus com um fartocafé da manhã na mesa central de sua sala, para o qual muitas vezes contava coma companhia de amigos e companheiros de luta. Partilhou o pão, a paixão e osestorvos da luta. Seu lugar era à mesa dos pobres, como esperança, e àstribunas dos poderes e das mídias, como advertência. Ouviu com paciência. Amoucom radicalidade. Falou com admirável coragem das causas mais difíceis, cujasferidas ainda sangram na geografia da nação. Foi padrinho incansável dacampanha pelo módulo máximo para a propriedade da terra no Brasil. Chorou amorte de tantos trabalhadores sem terra país afora. Denunciou o trabalhoescravo. Rezou por suas viúvas e abençoou seus filhos.

Acreditouincansavelmente na agroecologia, na produção sustentável, no respeito ambientale no comércio justo. Defendeu a agricultura camponesa com o entusiasmo quetrouxe do berço. Caminhou em romarias e marchas. Deu entrevistas. Falou doEvangelho com a cativante palavra da esperança e da vida com a evangélica forçado testemunho.

Como tantos outros,Dom Ladislau morreu hoje sem que sua utopia se realizasse. Mas dizem que amelhor forma de homenagear uma vida que se foi é dar continuidade aos seusprojetos. Essa é a forma como eu e você devemos lembrar este homem cujotestemunho é, de tão raro, inesquecível; e de tão simples, profético.

Nossa teimosia serásempre uma forma de homenagem. Sua memória um compromisso com a vida.

[MaioresInformações:
Cristiane Passos(Assessoria de Comunicação da CPT Nacional) – (62) 4008-6406 / 8111-2890

Antônio Canuto(Assessoria de Comunicação da CPT Nacional) – (62) 4008-6412

www.cptnacional.org.br - @cptnacional]

Nota de Repudio


São Leopoldo-RS, 28 de Janeiro de 2012

 

 

 

 

Nós, jovens da Pastoral da Juventude (PJ), em ocasião das discussões realizadas no Fórum Social Temático (FST), nas cidades gaúchas de Porto Alegre, Novo Hamburgo, Canoas e São Leopoldo entre, os dias 24 a 29 de janeiro e em comunhão com as muitas organizações e instituições presentes, queremos pautar nossa indignação e repúdio com a desocupação forçada e destruição de cerca de duas mil moradias populares na comunidade de Pinheirinho, localizada em São José dos Campos, interior de São Paulo.

A comunidade do Pinheirinho nasceu há cerca de oito anos na zona sul da cidade de São José dos Campos. Antes da desocupação, contava com toda infraestrutura própria, como mercadinhos, padarias, cabeleireiro, comunidade eclesial de base própria vinculada à paróquia Nossa Senhora do Perpétuo Socorro e demais serviços, tudo construído com o suor dos moradores. Hoje, Pinheirinho é apenas toneladas de escombros e essa atrocidade deixou sete mil pessoas desabrigadas. A vida comunitária ali concretizada dia a dia foi desrespeitada e violada.

Numa aliança de clara oposição aos/as mais pobres e oprimidos/as e numa afronta radical à função social da propriedade, o judiciário ordenou a desocupação forçada, resultando como saldo, além da destruição de todas as casas e perda de bens materiais, várias pessoas feridas. A prefeitura e o governo do estado, também omissos, não apenas se negaram a implantar qualquer política pública com vistas a resolver o problema de moradia daquelas pessoas, como também aplaudiram a violência com que tudo aconteceu.

Desta forma, a Pastoral da Juventude, em constante luta contra a violência, quer deixar clara a posição contra o massacre de Pinheirinho, um dos maiores atentados contra os Direitos Humanos da história recente do país, perpetrado pelo judiciário, polícia militar e poder executivo municipal e estadual.

 

Chega de violência!

Coordenação Nacional da Pastoral da Juventude

Comissão Nacional de Assessores/as da PJ 

Autor/Fonte: Teias da Comunicaçã